

Um robot eficiente que trepida enquanto faz uma massa cremosa, lasciva, doce, dengosa e cheia de fúria no final.
A minha cozinha hippie.
A Teresa de ematejoca azul desafiou-me a confessar os meus 7 Pecados Mortais. Este desafio afinal não foi nada fácil para mim, ou teria de mentir, o que não é meu hábito, ou então teria de ser um bocadinho condescendente com a minha pessoa e com uma pontinha de humor.
As regras deste desafio são as seguintes:
* Revelar a nossa relação com os pecados capitais
* Nomear outros 8 blogues para responder ao desafio
São todos convidados a aceitá-lo e a conhecerem-se melhor através deste jogo de auto-conhecimento.
GULA- Como tão pouco de cada vez que só os doces me fazem pecar e não há dia em que não os coma, além dos chocolates que nem é bom falar....e continuo a pesar 49 kg.
AVAREZA- Apesar de ser difícil de entender sempre fugi ao desejo de status, quando o poderia ter sem dificuldade. Sou um bocado perdulária, mas somente quando estou ansiosa.
INVEJA- Nunca cobicei nada, gosto de tudo quanto tenho e estou satisfeita. Dos outros não reparo no que possam ter a mais do que eu. Posso invejar uma gaivota, mas não uma pessoa.
IRA- Tenho acessos de fúria e repentinos, seguidos de arrependimentos e mortificações. É que as minhas fúrias viram-se contra os meus quadros. Rasgo-os, arranco-lhes as "tripas", deito-os ao lixo.
SOBERBA- Talvez seja soberba, considero-me auto-suficiente, mas a verdade é que o sou. Graças a Deus tenho um bom cérebro, ideias próprias e mãos engenhosas. Sou, no entanto muito humilde e isso aborrece-me.
Luxúria- Isenta. Absolvida. Só o perfume me inebria. Éter, bife de lombo grelhado, vinhos frutados, nada de promiscuidades. Sou semi-vegetariana!
PREGUIÇA- Gosto de pensar, mais nada. Esforços físicos só os que me apetecem, como mudar constantemente a decoração e a posição dos móveis em minha casa. Tenho preguiça de sair de casa.

Será poeta,
profeta,
bardo,
Ou será apenas um rei destronado?
Será,
talvez,
íntimo do silêncio,
Quando
dele
bebeu todo o ouro
Será
dos abismos
da melancolia
um mistério,
ou um enigma derramado
neste solo de sílabas,
brincando,
como fazem os meninos,
trauteando palavras desconhecidas,
memorizadas no (en)canto do embalar
e aspirando o ar
da vida tão breve
num descontraído viver.
-Não sei quem ele é,
nem ao que vem
Nestas frases que são jardins,
Onde a demora não tem hora,
Mas uma morada para os lilases
E um lugar para mim.
E
do seu perfume agridoce
enfeito o vento
nas tardes vagarosas
de luz embrulhada
em nevoeiro,
distante
das palavras,
Distante do leito aberto
Ausente
da minha morte.
***
Há espaços exactos
para o repouso do musgo:
entrelaçados na boca fechada
dormem frescos os lírios –
esse teu silêncio
reservado
abraça-me
na distância do sangue:
na inexistência de tempo
E
na eloquência
(ou displicência)
dos pingos d'água:
não há outra hora mais bela
para o destino desencontrado:
sentei-me entre os deuses
e olhei o rosto da minha outra face.
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