
A DESPEDIDA
Na cintura deslacei o nó que me prende
a alegria
Cortei a cauda do vestido e vesti-o do avesso
Não te recordes mais desta distância
Entre o corpo e o que se ajusta
O sonho perdeu-se nas nebulosas dobras
Do livro aberto pelas mãos do vento.
As palmas das nossas mãos
Abertas em concha
Ao exílio da noite
Serão pétalas
Desabrochando no perfume
Batido pelo vento
Em dias felizes que virão
...
NA AUSÊNCIA DE NÓS
CORNUALHA É UM LUGAR REAL:
NA DENSIDADE DAS CIDADES
OS SONHOS SÃO DESERTOS
E TODAS AS PEDRAS MÍTICAS
Sem comentários:
Enviar um comentário